Pular para o conteúdo principal

Lei 48/50 (denomina Ruas de Esperança)



N
o dia 13 demarço de 1950, o Prefeito de Esperança sancionava a Lei n° 48. A princípio nadade excepcional se percebe neste ato, a não ser pelo fato de que este decretodenomina algumas das principais e mais conhecidas ruas do Município.
Até esta data, a rua principal que vai da Matriz do Bom Conselho até oColégio Diocesano (antigo Paroquial), nas imediações da Praça da Cultura, erachamada de Avenida Senador Epitácio. Com a nova lei passou a chamar-sedefinitivamente Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira.
A Rua do Boi, como a conhecemos, tinha oficialmente o nome de Rua Barãodo Rio Branco. A partir do decreto municipal, fora denominada de AvenidaSenador Epitácio, cujo nome permanece até hoje. Mas há quem diga que no passadoera chamada de Rua Centenário.
A terceira e última rua a que se refere a lei é a rua Beleza dos Campos.Esta localidade até hoje é conhecida por este epíteto. Aliás, Beleza dos Camposé o nome daquele bairro. Com o decreto do Prefeito Júlio Ribeiro da Silva,passou-se a chamar Rua Barão do Rio Branco.
A seguir apresentamos o texto oficial e a reprodução da lei supracitada.
LEI N° 48
 Dispõe sobre a denominação de ruas da cidade.
 O Prefeito Municipal de Esperança, usando de suas atribuições conferias pela letra b do art. 63 da Lei N°321 de 8 de janeiro de 1949.
 Faço saber que a CÂMARA MUNICIPAL DE ESPERANÇA, decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
 Art. 1° - As avenidas Senador Epitácio, Barão do Rio Branco e Beleza dos Campos, desta Cidade, passarão a denominar-se: Manuel Rodrigues de Oliveira, Senador Epitácio e Barão do Rio Branco, respectivamente.
 Art. 2° - Revogam-se as disposições em contrário.
 PREFEITURA MUNICIPAL DE ESPERNAÇA, em 13 de Março de 1950.
 Júlio Ribeiro da Silva - Prefeito Municipal 
Registre-se, por oportuno, que o comerciante e ex-prefeito ManuelRodrigues de Oliveira falecera no ano de edição daquela lei, mais precisamenteno dia 14 de fevereiro de 1950.

Rau Ferreira


Fonte;
- ESPERANÇA,Livro do Município de. Ed. Unigraf. Esperança/PB: 1985.
- ESPERANÇA,Câmara Municipal de. Arquivo Público. Esperança/PB: 2010.

Comentários

  1. Apesar de "há quem diga", posso afirmar, como testemunha ocular Rua Centenario. Fonte: fotos de 35, Pedro Gazeano.

    ResponderExcluir
  2. Rua Centenário (do Boi) assim como Epitácio Pesso (M. Rodrigues) estão assinaladas nas fotos de Pedro Gazeano.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…