SOL: No Rio de Janeiro

By | 14.8.11 Deixe seu comentário
Silvino Olavo cursou Direito na Faculdade do Rio de Janeiro. Chegou aquela cidade em fins de 1920 e ficara hospedado na pensão do Casal Zuchi, na rua da Carioca. Ali comungava com diversos intelectuais da sua época, tais como Murillo Araújo e Adelino Magalhães, além do Ministro do Tribunal Militar João Pessoa Cavalcante, com quem iria trabalhar anos mais tarde. E alistara-se no Serviço Militar, na Classe de 1897.
Iniciou o seu bacharelado em 1921 e para ajudar na mesada passou a trabalhar na Agência dos Correios e Telégrafos, atuando ainda como revisor de jornais.
Na Faculdade foi redator da revista dos alunos de Direito, denominada de "A Época", onde publica alguns artigos. Eram seus companheiros de turma: Adamastor de Oliveira Lima, Oswaldo Duarte do Rego Monteiro, Pedro Calmon, Oscar Saraiva, e os futuros magistrados Sadi Cardoso e João Coêlho Branco.
Também publica matérias no Mundo Literário, a de n. 29 é dedicada a Adelino Magalhães. Há notícias de que tenha escrito sobre Alzira Tacques, fundadora da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul. Assim diz uma nota daquela confraria: "Silvino Olavo, no Rio de Janeiro, louvou-a em página de relevo. Desde então. Alzira não mais parou de sonhar (...)".
Em 1922, foi aprovado com louvor em Direito Industrial merecendo destaque no Diário Oficial da União. E publica alguns artigos na revista paraibana Era Nova, com destaque para o texto sobre João do Rio.
No Rio, participa da Academia de Letras e Ciências, ocupando uma de suas cadeiras, sendo substituído posteriormente pelo escritor João Lyra Filho.
A cidade maravilhosa foi palco do seu discurso de conclusão do seu curso, valendo-lhe uma publicação - Estética do Direito - e o primeiro livro de poesias - Cysnes - que fora recebido pela crítica com notável prestígio.
Por fim, é o próprio Silvino que confessa: "(...) quando regressei do Rio depois de 5 anos de Universidade. Trazia eu a alma povoada de sonhos e os ouvidos ressoantes de harmonias novas. Enquanto lutara lá pela vida, pela conquista de uma carta de advogado e pela publicação de alguns poemas tradicionalistas (OLAVO, Silvino. Criadores e criaturas: 1931)".

Rau Ferreira

Fonte:
- FERREIRA, Rau. Silvino Olavo. Edições Banabuyé. Esperança/PB: 2010.
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