Obra, poema de Karl Marx Valentim

By | 12.3.11 Deixe seu comentário
OBRA

Um super-homem flutuando no teto
Tijolos caindo, um deus-me-livre
Creio-em-deus-pai, esta foi perto
Uma mão, duas mãos,... ferros no tim-tim...
Outras arrastam carroças de concreto
Cordas correndo nas calhas, ronron...
Um pulo na trilha bamba, um cuidado esperto
Puxa-encolhe, vai-volta, serrote roque-roque
Calos afagam a lâmina, doloridos afetos
Corre-corre, fecha-fecha, abre-abre...
Na bóia-fria bóia uma perna de pato
Eis-me, eis-te eis-nos,... nessa loucura
Bebendo a mesma água, comendo o mesmo prato
Janeiro-junho/julho-dezembro; dia, mês e ano
Trabalho, trabalho, trabalho,...certos/incertos!
Leva e traz, vira e mexe, dia-a-dia, sou operário
Esta é uma cláusula da vida, assinada neste contrato.

Karl Marx Valentin
E-mai: 23/07/2010, 20h18mim
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