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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

O novo pároco de Esperança

A partir do dia 1º de fevereiro a paróquia de Esperança terá um novo administrador: Padre Romualdo Vieira de Lima. Nascido em 04 de junho de 1960, natural de Aroeiras/PB, cursou Filosofia e Teologia no Recife/PE e concluiu o Seminário Arquidiocesano em João Pessoa/PB. Ordenou-se Padre em 1º de maio de 1997 e assumiu a paróquia das Malvinas, em Campina Grande/PB, por solicitação dos paroquianos. Outras atividades: - Estágio pastoral na região do Sericar (Soledade, Jazeirinho e Pedra Lavrada); - Exerceu o Ministério de Leitor e Alcólico em 25/06/1996 em Soledade; - Foi ordenado Diácono na cidade de Gurjão; - Trabalhou na área pastoral das Malvinas, em Campina Grande; - Iniciou o processo de criação da Paróquia Sagrada Família, nas Malvinas, concluindo em 1999 e tomando posso como primeiro padre; - Atuou na Paróquia de S. Cristovão, no Centenário em Campina Grande (2004/2011). - Junto a Diocese de Campina Grande, exerceu os cargos de Coordenador do Clero, Membro dos Conselhos Presbiterial, Colég…

Biblioteca recebe incentivo financeiro

Reportagem Especial
Segundo o site ANDRADE NOTÍCIAS (26/11), a Biblioteca Pública de Esperança “Dr. Silvino Olavo” passará por uma reestruturação. Será adquirido um novo acervo de leitura em diversos formatos [revistas, gibis, CDs e DVDs] além de material bibliográfico local e regional. Dentro do programa ainda estão previstos a formação de mediadores e agentes de leitura, capacitação em gestão de bibliotecas, programação sócio-cultural e aquisição de equipamentos, mobiliários e itens de ambiência. Para tanto, o Ministério da Cultura – MinC – está disponiblizando recursos na ordem de R$ 115.000,00 (cento e quinze mil reais), contando ainda com uma contra-partida da Prefeitura local de R$ 28.750,00 (vinte e oito mil e setecentos e cinqüenta reis). O volume deve atender as necessidades prementes daquele centro de cultura. A biblioteca de Esperança tem uma importante coleção do jornal “A União”, uma das mais completas do Estado, que teve início no governo de Manoel Rodrigues de Oliveira e …

Esperancense prefeito de Alagoa Grande

O Coronel Elísio Sobreira (1878/1942), natural de Esperança e patrono da Polícia Militar da Paraíba, assumiu a prefeitura municipal de Alagoa Grande, no interior do Estado, em 1934. Nomeado que fora pelo interventor Gratuliano de Brito, no final de 1933, tendo sido indicado pelo Deputado Federal Heretiano Zenaide e pelo magistrado Francisco Montenegro, ficando no cargo até o final de 1935. A ligação com Alagoa Grande data de 1910, quando o coronel foi delegado de policia daquela urbe e maestro da filarmônica “Peregrino de Carvalho”. Segundo Inácio Gonçalves de Souza, em seu livro “Elísio Sobreira – do heroísmo ao patronato”, o comandante tem muitos serviços prestados naquele município e sua administração ainda hoje é lembrada pelo respeito ao erário público e inteira imparcialidade que exerceu, ainda, no campo social. Naquele município existe uma majestosa praça, construída em 1956 pelo então prefeito José Ferreira de Paiva, em sua homenagem.
Rau Ferreira
Fonte: -FREIRE, José Avelar. Alagoa…

LEF homenageia craques do passado

Reportagem Especial
A Liga Esperancense de Futebol – LEF - durante a solenidade de premiação dos campeonatos Rochão e Ruralzão 2010 (27/12), fez uma bela homenagem aos craques que marcaram a história do futebol esperancense. Jogadores e desportistas locais foram condecorados com um diploma de “Honra Ao Mérito” pelos seus serviços prestados ao nosso futebol. Nesse espírito de confraternização receberam a comenda, entre outros, os jogadores: Antonio Viturino (Moleque), Carlos Cesar Barbosa, Edmilson Nicolau, João Diniz, Otávio Santiago (Rulipa), Raimundo Viturino (Lápis), Gilvan Batista e Eduardo Cavalcante (Pretinho). E o desportista: Jonas Santos. E dos futebolistas que deixaram saudades foram lembrados, além de outros: Zazá, Lilito, Zé de Zuca, Terezão e Antonio Guimarões. A festa aconteceu na Cervejaria do Jerry, próximo a praça da cultura, num clima de muita amizade e prestígio a história do futebol de Esperança. No detalhe, o diploma de honra fornecido pelo presidente da entidade, Sr.

João [Benedito] Viana dos Santos

João Viana dos Santos - João Benedito - nasceu em Esperança no ano de 1860 e faleceu em Remígio no ano de 1943. Cantador e repentista residiu na Rua do Boi (Av. Senador Epitácio) e trabalhou nas feiras livres da região, sempre acompanhado de sua viola. Era um moreno respeitado pela sua habilidade de criar versos irreverentes, como os que o velho cantador diferencia o homem do tempo:
Há entre o homem e o tempo contradições bem fatais, O homem não faz, mas diz, O tempo não diz mas faz, O homem não traz nem leva, Mas o tempo leva e trás”.
A sua importância foi registrada por Câmara Cascudo, Coutinho Filho e outros folcloristas. E seu potencial afirmado por Josué da Cruz que o igualou aos temíveis cantadores de sua época.
Rau Ferreira

O poeta que Esperança pouco conhece

Reportagem Especial*
O livro Silvino Olavo do escritor Rau Ferreira, de recente publicação (2010), é uma leitura indispensável aos educadores, educandos e a população em geral de Esperança, pois trata-se de uma obra completa que enfatiza a vida e produções do esperancense Silvino Olavo, poeta que, apesar do recorte temporal datar especialmente o início do século XX, mas suas produções estavam além do seu tempo, levando-o a categoria de maior representante do Simbolismo na Paraíba. O escritor Rau Ferreira na referida obra traz informações preciosas sobre o Silvino Olavo, inicialmente apresenta o perfil biográfico do poeta, seguindo de inúmeros comentários acerca de suas produções literárias e jornalísticas, por fim nos brinda com poesias do poeta Silvino e de outros inspirados nele. Achei plausível a síntese cronológica da vida e carreira do poeta Silvino Olavo que o escritor Rau Ferreira apresenta no final da obra, pois nos proporciona uma retomada e ao mesmo tempo o fechamento dos fatos…

50 anos da Mercearia Andrade

Reportagem Especial
A Mercearia de seu Pedro José de Andrade [Pedro Lourenço] está completando 50 anos de existência. Este sólido empreendimento teve início nos anos 60 quando seu pai - José Joaquim de Andrade - comerciante e marchante em Lagoa de Pedra comprou um imóvel em Esperança na rua Floriano Peixoto, 192. O velho Porfírio serviu de intermediário no negócio. O terreno estava bem situado e ficava próximo ao futuro Mercado Público que iria ser construído por Arlindo Delgado. Na época ainda havia um alpendre que vendia lenha e carvão. Foi então que Pedro teve a idéia de abrir um comércio em sociedade com seu irmão Epitácio naquele local. O pai prontamente autorizou e os dois foram até Remígio comprar as instalações. A mercearia vendia de tudo um pouco: bebidas, estivas e laticínios em geral, contudo o movimento era muito fraco pois o comércio apenas abria suas portas aos sábados, no dia da feira. Ainda no início Epitácio resolveu desfazer a sociedade e partir para o Rio de Janeiro, …

Limites de Esperança: 1938 à 1943

De conformidade com aos Decretos-lei 1.164 e 520, de 15 de novembro de 1938 e 31 de dezembro de 1943, estes eram os limites entre as cidades de Esperança e Areia. Convém lembrar que leis posteriores alteraram esta posição geográfica. Fazemos, pois, este registro histórico dos limites desses municípios em 1938 e 1943. Assim constava da referida legislação: “COM ESPERANÇA: Começa na foz do Riacho do Boi, no Riachão, sobe por ele até a sua nascente; e por uma linha reta até alcançar o marco nº 5, na Olaria de Pedro Batista, à margem do Riacho do mesmo nome; desce pelo referido riacho até a sua foz, no Rio Araçagi; desce ainda esse rio até cortar o caminho carroçável que passa em Meia Pataca, Maniçoba, Umbu e 68, prossegue pelo referido caminho até encontrar o marco nº 3 (de Esperança), colocado à margem do Rio Cabeço, na fazenda do mesmo nome” (SOBRINHO: p. 31).
Rau Ferreira
Fonte: - SOBRINHO, Reinaldo de Oliveira. Esboço de monografia do Município de Areia. Coleção Arquivos Paraibanos. Imp. O…

Repentistas esperancenses - 2ª Parte

Numa primeira postagem escrevemos sobre os poetas populares e repentistas de Esperança (http://historiaesperancense.blogspot.com/2010/10/poetas-e-repentistas-esperancenses.html) , destacando os principais representantes desta arte: João Benedito, Egídio de Oliveira Lima, Toinho e Dedé da Mulatinha – do passado – e Evaldo Brasil e os performáticos Marinalva e Fernando, que incorporam os personagens “Macambira & Querindina” – do presente. Agora trazemos do passado o cantador Campo Alegre, citado na carta de Ferino de Gois Jurema a Romano. Ao citar o nosso torrão os versos lembram o velho repentista:
Cheguei na Boa Esperança, Encontrei o Campo Alegre, Esse me disse: Seu mal Estou com medo que me pegue, Se você já vem mordido, Por caridade não negue...
Este teria vivido no Século XVIII na antiga vila de Boa Esperança, tanto que seu autor faz questão de corrigir: “Deve ter sido equívoco de Ferino, a cidade é Esperança-PB, e não Boa Esperança”. Mas sabemos nós que este foi um antigo topôni…

Exoneração do Delegado

Em 1929 a atual cidade de Areial fazia parte de Esperança, na qualidade de Distrito. E mais precisamente no domingo dia 06 de janeiro, o Governador do Estado João Pessoa fez publicar no jornal oficial o decreto de exoneração do sub-delegado daquele termo, a bem do serviço público. Registramos aqui este ato oficial apenas para constar a ligação entre as duas cidades tão próximas. Não é demais lembrar que a cidade de Montadas também já pertenceu a este Município. Areal e Montadas, antigos distritos de Esperança foram emancipadas respectivamente em 1961 e 1967.  No detalhe da foto, a redação original da publicação.
Rau Ferreira
Fonte: - Jornal “A União”, órgão Oficial do Governo do Estado da Paraíba. Edição de domingo: 06/01/1929, artigo de capa; - Livro do Município de Esperança, Ed. Unigraf, 1985.

Felipe Pajaú

Felipe Pajaú Soares é natural de alagoa Grande e reside em Esperança na comunidade de Massabiele há cerca de três anos, onde sua família materna tem origem. Este jovem de grande talento é artesão e desenhista, filho de Maria de Fátima Pajaú e Francisco Pereira Soares, e começou a desenvolver os seus trabalhos ainda criança: “desde que peguei um lápis e um papel”, afirmou. Em 2009 ganhou o 1º lugar na categoria “desenho” no III FestCordel e a partir daí vem se dedicando, fazendo diariamente inúmeros trabalhos. O caricaturista se inspira muito na arte de Fred Ozanam e no cotidiano, as suas charges são variadas, além disso, confecciona bonecos ventríloquos e marionetes para teatro. Este mês estreou no Jornal “A Folha de Esperança”, com seus cartuns. E recentemente gravou uma entrevista para a TV Borborema por intermédio de Carlos Almeida e outra para a TV Itararé está agendada para breve. Felipe sonha em trabalhar com arte e mídia e pretende cada vez mais aprimorar a sua técnica através d…

O pastoril de Esperança

Reportagem Especial
O pastoril é um folguedo popular exibido por garotas e mocinhas que defendem suas correntes, vermelha e azul. A temática gira em torno do nascimento de Cristo. A dramatização representa o nascimento do menino Jesus através de canções que contam a aventura das pastoras em visita a manjedoura de Belém. É uma forma animada de se transmitir a história ao longo dos tempos. Em Esperança a encenação ganhou força na década de 50, sendo comandado por duas senhoras: Corina Cabugá e Dedita. Esta apresentação acontecia após os atos lito-litúrgidos da padroeira, em frente a “Loja Ideal” de Manuel Rodrigues. Durante a exibição cada uma delas desfila e canta para arrecadar dinheiro para os trabalhos da igreja. Em alguns momentos os partidários chamavam uma em particular e alfinetavam dinheiro em sua bandeira. Havia ainda as figuras do pastorinho e da cigana. No final todo o montante arrecadado era doado ao patrimônio da igreja. Posteriormente os trabalhos foram coordenados por Dona Hi…

Jornal "O Gilete"

O jornal “O Gilete” é um dos grandes patrimônios imateriais da cultura esperancense. O órgão que se autodenomina “humorístico e mentiroso” tem distribuição gratuita e sua primeira tiragem inicia-se ainda no Natal, indo até o final da festa da padroeira. Possui conteúdo variado que mexe com a curiosidade das pessoas. É divertido, inteligente e sagaz. Foi idealizado pelo professor José Coêlho da Nobrega em 1937, com a participação do Dr. Sebastião Lima, Drs. Ulisses e Paulo Coêlho e Geraldo Batista. As primeiras edições traziam muitas notícias de Silvino Olavo e outros esperancenses ilustres. Ao longo desses anos passou por diversas fases, mas sempre continuou firme. No início era impresso na tipografia de Quelezão (Antonio Batista dos Santos), mas quando este foi embora para Guarabira o professor foi rodar o jornal em Campina Grande.  Com a morte de José Coêlho em 1986 quem assumiu a redação foi sua filha Vitória Régia. “Eu e Arnaldo Bezerra ficamos fazendo no mimeografo. As piadas nós in…

Furna do Caboclo, Carta

Carta de João Lopes Machado, da cidade de Areia datada em 09 de junho de 1874, descrevendo a “Furna do Caboclo Bravo”, que hoje pertence ao município de Algodão de Jandaíra, limite com o Sítio Cabeço de Esperança: “Descobri até a terceira camada, e a ossada era sempre de tamanho descomunal. Um chapéu de oito pontos seria pequeno para uma caveira que tive em mãos: canelas e ossos da coxa com mais de três palmos; cabelos com mais de vara de compridos! Também descobri uma tanga de palha de cores, mas que se desmanchava aos mais leve contato. Remeti ao governo da província amostras de tudo isso, acompanhando uma descrição da serra e caverna, que aqui ainda é conhecida pela ‘Furna dos Caboclos’, até hoje sem resposta! O que ainda não pude compreender é, como podiam ser para ali conduzidos os cadáveres...!” (SOBRINHO: p. 75/76).
Rau Ferreira
Fonte: - ALMEIDA, Horácio. Brejo de Areia: memórias de um município. Editora Universitária. UFPB: 1980. - SOBRINHO, Reinaldo de Oliveira. Esboço de monograf…

Um grande artísta

O número III d’A Folha de Esperança (Jan/2011) acrescentou a confecção gráfica um excelente desenho de Felipe. Este caricaturista de grande talento abrilhantou ainda mais o periódico com sua critica apurada. Ainda não temos certeza, mas acreditamos que o trabalho é obra do desenhista Filipe Pajaú, de Massabielle, ganhador nesta categoria do 3º FestCordel. 
Fazemos votos para que continue exibindo a sua arte n'A Folha de onde certamente partirá para os melhores noticiários do país considerando-se o seu incrível talento. Na figura ao lado, uma reprodução deste grande artista publicada n’A Folha deste mês.
Rau Ferreira

Instalação do município de Esperança

Como é do conhecimento de todos, Esperança foi emancipada em primeiro de dezembro de 1925. A instalação, porém, do novo município se deu no último dia daquele mês. Na ocasião, foram solenemente empossados o juiz municipal, o prefeito e o subprefeito, além do tabelião público. O ato foi comemorado com grande festa e regozijo popular, tendo as autoridades efetuadas as comunicações ao governo estadual através de telegramas. O dr. João Marinho agradeceu a posse no cargo de Juiz Municipal, enquanto o prefeito Manuel Rodrigues felicitando pelo interesse na causa de Esperança, demonstrou sua gratidão honrosa e assegurou incondicional apoio ao fecundo e brilhante governo de João Suassuna. O subprefeito após prestar compromisso comunicou o fato e apresentou suas cordiais saudações. O Escrivão de Paz – João Clementino – por sua vez, reconheceu vivamente e agradeceu a sua nomeação assegurando indelével gratidão. O comunicado oficial também foi enviado ao Comandante Elysio Sobreira, informando-lhe o…

A biografia de um poeta

Inácio Gonçalves de Souza Militar, Desportista e Historiador Autor de diversos livros sobre Esperança
Lançado no último mês de novembro do corrente ano, a nova biografia do grande poeta, escritor e gênio esperancense, o único e insuperável Príncipe da Poesia Simbolista, o imortal Silvino Olavo. Esta primazia de livro tem como autor, o grande amigo historiador Rau Ferreira, no qual teceu elogios, comentários, referente ao nosso poeta maior, não lhe poupando fartas referências, pelas quais, Silvino Olavo se faz merecedor. A trajetória desse genial poeta detalhada de forma brilhante pelo seu biógrafo Rau Ferreira, de maneira que, tornamos conhecedores de passagens e acontecimentos de sua vida que desconhecíamos até então. A vida de Silvino Olavo foi de certa forma marcada pelas intempéries da vida, da qual, pouco usufruiu, e-que, teve grande parte da sua trajetória terrena mergulhada na sobriedade e nos infortúnios que lhe levaram as incertezas de dias: literalmente afetado pela esquizofreni…