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Os olhos, poema de Karl Marx

Enviei um poema para Karl Marx Valentim; na verdade uma oração poética. Como sou parnaso/simbolista trato de algumas questões de dor... Ao que me respondeu o amigo: “A melancolia molha os olhos”. E entregou-me mais estes versos de sua autoria:

Rau Ferreira

OLHOS
A aurora de uma lágrima trouxe o crepúsculo
Nos cristais tricolor, biciclo, uno oval
A tristeza tomba os faciais músculos
A musa sente do amor a dor derramando um temporal.

Há clorofila em ciclo deste óptico
Que reluz o riso das florestas nos invernos
Mas é o lume da felicidade sobre este ocular cósmico
Que acende raios de esmeraldas belos e ternos.

A minha imagem atravessa este globo
O meu destino ao olhar dela entrego
Mas foge do cristalino, atinge o ponto cego.

Então os olhos de homem querem ser lobo
Com vontade de devorar a cegueira daquele olhar
Mas se vestem de visão de hiena
Riem com vontade de chorar.

Karl Marx Valentin
E-mai: 23/07/2010, 21h15mim

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