Dedicatórias 2

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Mário de Andrade visitou a Paraíba em fevereiro de 1929, “com o fim de coligir mais documentação para sua obra do folclore musical do Brasil” (A União, 29/01/1929).
O festejado autor de Macunaíma, fez-se acompanhar de alguns intelectuais da época como José Américo de Almeida, Ademar Vidal e Silvino Olavo, ligados à revista “Era Nova”, a quem chamou de “amigos”. Estes o esperaram no caminho e o conduziram até o hotel de sua estadia, onde uma “aranha enorme” lhe causou forte impressão.
Silvino Olavo reavivou sua memória e o fez escrever em cartas a imagem da sua pessoa “me abraçando” (O Turista Aprendiz, p. 307).
Além deste gesto de carinho afável de Silvino Olavo, o escritor paulista recebeu de suas mãos uma edição de Sombra Iluminada com uma dedicatória, cuja reprodução segue:

A Mário de Andrade - o que/ tudo destruiu para que não nos/ destruíssemos a nós mesmos - / admirando-o e estimando-o/ bem, of./ Silvino Olavo./ Paraíba/ 30.1.929”.

Rau Ferreira

Fonte:
- Boletím Bibliográfico Vol. 42, Ed. Biblioteca Pública Municipal de São Paulo: 1981, p. 27;
- Jornal “A União”, Estado da Paraíba: “Intellectuaes Illustres”, edição 29/1/1929;
- ANDRADE, Mário de. O turista aprendiz. 2 ed. São Paulo: Duas Cidades, 1983, p. 27 e 307;
- OLAVO, Silvino. Sombra iluminada. Rio de Janeiro, s/e., 1927. Capa: Cornélio Penna;
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