Lâmpada Triste, poema de SOL

By | 30.6.10 Deixe seu comentário
Da "Antologia da Paraíba" de Luiz Pinto (1951) a bela composição silvinolaviana "Lâmpada triste", que transcrevo:

"LÂMPADA TRISTE

Pobre Lâmpada Triste, evocatória,
Que alumiaste a minha adolescência,
Já vais morrendo no ermo da memória,
Vais-te apagando em minha consciência.

Não quis mais acender-te a chama flórea
Da mansa e generosa opalescência...
E a ingratidão que te fez triste e inglória
Amargurou-me o resto da existência!

Naquela encruzilhada – entre menino
E moço – em que se é presa do desejo,
Da ambição de sonhar melhor destino –

Sonhei demais... E, assim como previste,
Tudo falhou-se, tudo! E hoje é que vejo
Que o meu sonho eras tu – Lâmpada Triste!"

Silvino Olavo

Fonte:
- PINTO, Luiz. Antologia da Paraíba, séculos: XVII, XVIII, XIX e XX.: 1. parte: poesia, 2. parte: prosa. Ed. Minerva: 1951, p. 81/83.
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