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Mostrando postagens de Junho, 2010

Lâmpada Triste, poema de SOL

Da "Antologia da Paraíba" de Luiz Pinto (1951) a bela composição silvinolaviana "Lâmpada triste", que transcrevo:
"LÂMPADA TRISTE
Pobre Lâmpada Triste, evocatória, Que alumiaste a minha adolescência, Já vais morrendo no ermo da memória, Vais-te apagando em minha consciência.
Não quis mais acender-te a chama flórea Da mansa e generosa opalescência... E a ingratidão que te fez triste e inglória Amargurou-me o resto da existência!
Naquela encruzilhada – entre menino E moço – em que se é presa do desejo, Da ambição de sonhar melhor destino –
Sonhei demais... E, assim como previste, Tudo falhou-se, tudo! E hoje é que vejo Que o meu sonho eras tu – Lâmpada Triste!"
Silvino Olavo
Fonte:
- PINTO, Luiz. Antologia da Paraíba, séculos: XVII, XVIII, XIX e XX.: 1. parte: poesia, 2. parte: prosa. Ed. Minerva: 1951, p. 81/83.

América x Treze, 1956

Quadros do América e do Treze F. C. na inauguração do Estádio José Ramalho (1956).
Rau Ferreira
Fonte: - LIMA, Francisco Cláudio de. 50 Anos de Futebol e etc. Ed. Rivaisa: 1994, p. 94.

Contrição, poema de SOL

Bem sei quanto o pecado em min, Senhor, Fez-se excessivamente pecador!
A carne é triste! E, quando a carne pede, Nossas alma humana quase sempre cede...
Deste-me agora esta filosofia Que, da fusão da Dor e da Alegria,
Sabe extrair, sem Dúvida e Ansiedade, A água divina da Serenidade.
Fonte do Mal, em que bebi venenos, A Vida, hoje, me dá fluídos serenos.
Para que eu traga em versos e canções, Consolo a alma dos tristes e dos bons!
Louvado seja nome do Senhor!
Silvino Olavo
Fonte:
- Revista de Língua Portuguesa, Volume 9 - Edição 51, Ed. União Editora: 1928, p. 122/126.

Casamento matuto, 1957

Acervo: Evaldo Brasil.

SOL: Noite de S. João

O São João é a festa nordestina de maior tradição. Silvino Olavo em seu 2 livro de versos [1] dedica-lhe um longo poema em que descreve em detalhes o seu ritual: Na “Noite de S. João”, considerada “santa”, fogões e balões evocam uma mensagem em homenagem ao padroeiro do mês junino. As senhoras entoam suas novenas nas vozes mais bonitas. As moças vestidas de “chita” experimentam adivinhações e desejam ver refletida n'água o seu predestinado; mas pranteiam desconsoladas quando não lhe veem o rosto do amado. Os homens, erguendo o mastro, demonstram a sua força sem se importar com as crianças a brincar no terreiro bem varrido. Fogueiras são acesas e nas suas brasas o milho arde. Os jovens se dão por compadre e comadre cispando-lhe as cinzas do alto, enquanto outros passam-lhe os pés descalços em sinal de fé. E um menino adentra correndo a sala, feliz por haver vencido igualmente o desafio. O poema gira em tom romântico e bucólico fiel a sua vertente parnasiana. Na sua visão o religioso (…

Limites entre Areia e Esperança

No dia 15 de novembro de 1928 o diário “A União”, órgão oficial do governo do Estado, publicou na capa de sua edição uma matéria relativa ao encerramento dos trabalhos da Assembléia Legislativa da Paraíba. Na nota, registra-se a aprovação na ordem do dia o Projeto de Lei n. 22 que revê os limites entre Areia e Esperança. Esses tais limites há muito vem sendo contestado e foram alterados pela Lei n. 666, de 17 de novembro de 1928 e igualmente publicado naquele periódico. A norma homolgou o acordo que demarcou de Esperança e Areia, cuja cópia havia de ser arquivada nos respectivos Conselhos Municipais.
Rau Ferreira
Fonte: - Jornal “A União”, órgão Oficial do Governo do Estado: Quinta-feira, 15 de dezembro de 1928; - Jornal “A União”, órgão Oficial do Governo do Estado da Paraíba: Quinta-feira: 22 de novembro de 1928.

I Corrida da Fogueira

A “Corrida da Fogueira” foi organizada em Esperança por Severino Ramos Pereira, o Dr. Nino, na década de 60. Na época foi solicitado dos clubes de futebol que indicassem cinco de seus jogadores para formar a competição. Participaram as equipes do América F. C. e Palmeiras. O evento aconteceu no dia 23 de junho de 1965, véspera das festividades de São João, razão pela qual denominaram de “Corrida da Fogueira”, com cerca de 11 atletas. A largada aconteceu no antigo Ginásio Diocesano, e o percurso teve o seguinte trajeto: Rua Manuel Rodrigues (Rua Grande) descendo pela Juvinano Sobreira e Antenor Navarro (Rua de Areia), prosseguindo pela Sebastião Araújo (Rua da SAMBRA) e davan a volta pelo “Esperança Clube” na Rua Manuel Palmeira e de lá até a lateral do Posto Atlantic. A partir daí os atletas enfrentavam a subida da Rua Senador Epitácio (Rua do Boi) e desciam pela Dr. Silvino Olavo até a entrada do antigo Açude Banabuiê, retomando nas ruas Patrício Bastos (em frente ao atual Campo da Rodo…

SOL: A questão dos impostos

O São João de Esperança

O São João é a festa de maior expressividade nordestina. Comidas e danças típicas são ensaiadas e preparadas com antecedência, e durante todo o mês de junho as pessoas brincam e se divertem em torno da fogueira. Esperança manteve acesa esta tradição através de suas quadrilhas de ruas e festejos promovidos por populares. No passado tínhamos as quadrilhas marcadas por Benício Nóbrega, Antônio Coêlho, Theotônio Rocha, Matias Virgolino e Ascendino Portela, o mais conhecido de todos e que faleceu recentemente. Na “Chã da Bala” (rua Manoel Rodrigues), a quadrilha mais famosa era organizada pelos familiares de Inácio Pereira (Goteira). O “Casamento Matuto” também marcou época em nossa cidade. Carroças de boi eram efeitadas e percorriam as ruas da cidade com os noivos em seus trajes típicos. Segundo consta do Livro de Esperança, o cortejo saia da residência do Sr. Dogival Costa. E danças como xote, xaxado, baião e muito forró podiam ser ouvidos por toda a cidade. O Santo Antônio e São Pedro são co…

A Estética supera a História

Pela primeira vez registramos um fato inédito em nossas blogações, a “Estética do Direito” superou a “História Esperancense” na marca de 22% de acessos em um único dia. Em tempos de Copa do Mundo, S. João e política as pessoas estão pouco interessadas em conhecer mais sobre os fatos do nosso passado; mas pelo visto, o direito está em alta. Quando iniciamos o nosso diário eletrônico, que tinha por nome “Esperança, Direito e Poesia”, acabemos por dividir os temas por acreditavamos piamente que assim atenderíamos cada público. Assim os temas foram distribuídos na Estética (http://aesteticadodireito.blogspot.com/), no Cantico (http://canticodocysne.blogspot.com) e neste HE cuja postagem está sendo publicada. A despeito de opiniões como a de Evaldo Brasil que entendia bem a conciliação das temáticas propostas anteriormente, preferimos a secessão! Mas a História sempre objeteve destaque, pelo menos até então. Só que hoje ao vermos a superação da Estética, ganhando inclusive novos seguidores. S…

Esperança: Entre o sonho e a realidade*

Quando o português Marinheiro Barbosa aqui chegou, não tinha a conta dessa gente lutadora e do progresso dessa terra. Certamente, naquela época, outras necessidades o levaram a fixar sua morada na antiga “Beleza dos Campos”. O clima ameno, a água doce, a planície, e o verde lhe trouxeram conforto e prosperidade. A ele se seguiram outros, no mesmo afã, como os irmãos Antônio, Laureano e Francisco Diniz, que abriram a rua hoje denominada Manuel Rodrigues de Oliveira. Esta terra de pastagem verde atraíra a atenção de muitos. Decerto, por tal razão, lhe valera o nome indígena de Banabuié ou Banabuyu, que na língua tupi significa pantanal ou brejo das borboletas. Atual Esperança. Berço de personalidades, há aqui uma reserva moral de homens de coragem e empreendedorismo, verdadeiros desbravadores. Pessoas não só de idéias mas de ação. Que fazem o amanhã se tornar hoje, e o sonho realidade. Eu não me canso de lembrar o poeta Silvino Olavo, o Coronel Elísio Sobreira, o jurista Samuel Duarte, e …

S. João de todos os tempos

Preparamos uma postagem que deve ser publicada em breve contando a história do S. João de Esperança ao longo dos anos. Desde as quadrilhas animadas por Benício Nóbrega e Ascendino Portela, passando pelos casamentos matutos e as festas promovidas pela edlidade municipal, a exemplo do “Arraial da Esperança” e, mais recente, o “São João de Todos”. Incluímos fotos dos festejos juninos de 1994, 2006 e 2009; e trazemos ainda a programação para o S. João 2010 de Esperança. Pedimos a colaboração dos nossos leitores que nos enviem material de pesquisa para que possamos enriquecer este trabalho.
Rau Ferreira

Nunca desistas do teu sonho

Nunca desistas do teu sonho por mais absurdo que possa parecer. O sonho nos mantém vivos e sonhar é tão natural quanto comer, andar... O sonho é a abstração da vida real, e por assim dizer, a "válvula de escape" das nossas decepções.
Sonhe em ser doutor, policial, cantor de rock ou simplesmente não sonhe nada; pois o "nada" também representa algo - a ausência - a falta que o sonho lhe faz. Por isto sonhe! Este blog é um sonho que se materializa todos os dias. Por mais que as pessoas não lhe dêem importância, sequer comente nas suas páginas o esforço que faço dia após dia para manter atualizado sem ganhar nada, e por mais débil que possa ser estas palavras eu sonho diariamente. Sonho que um dia a minha história vai se tornar realidade; que as pessoas não são más, invejosas ou mesquinhas. Apenas sonho! Encorajo-o a sonhar também e sei que um dia foste um sonhador. Em algum instante da vida que ficou perdido entre a infância e a adolescência e que a robustes da tua vida …

Forum Eleitoral "Celita Pê"

Através da Resolução nº 06/2010, o TRE-PB denominou o Forum Eleitoral da 19ª Zona “Celita Pê Ataide Alves”. Para nós enquanto servidores do judiciário é uma grata satisfação em ver homenageada uma pessoa que tanto contribuiu com seu esforço e dedicação para uma comunidade mais justa. Dona Celita praticamente dedicou a sua vida deixando de lado muitas coisas pessoas e inclusive a própria família para se dedicar à causa da justiça. No detalhe da foto, a fachada do atual Cartório Eleitoral de Esperança.
Rau Ferreira
Fonte: - TRE: Diário Eletrônico nº 93, de 26/05/2010, disponível em: http://www.tre-pb.jus.br/; - foto: andradenoticias.blogspot.com, acesso em 09/06/2010.

Blog "AN" faz cobertura do S. João de Esperança

O blog do nosso amigo Jean Andrade vem se destacando pela cobertura do S. João de Esperança. A festa popular é muito conhecida no nordeste e bastante festejada em nossa cidade. Nessa época as pessoas dançam quadrilhas, fazem comidas típicas e se divertem ao som do forró. O ponta-pé incial foi dado pelas quadrilhas “Chamego Medonho” e “Boneca do Sonho”, que se apresentaram no início do mês no bairro Beleza dos Campos, abrindo o S. João de Rua. As duas equipes deram um show e encantaram a platéia com suas novas coreografias. Nos dias 05 e 06 foi a vez do distrito do Pintado fazer a sua festa, ao som das bandas “Forró Ribuliço” e “Pegada Jovem”. As duas noites de festa animaram a galera jovem que saboreou muita pamonha, pipoca e quentão, e assistiram a apresentação de quadrilhas. Também no dia 06 o forrozão tomou conta da comunidade Portal. O bairro que vem se destacando na cidade pela sua promoção cultural também caiu no forró ao som de “Balanço Gostoso”, “Lú Natureza” e a banda do “Zé Pre…

A União: Registros e responsais de 1932

Encontramos nos arquivos da Biblioteca Municipal de Esperança, no primeiro Tombo d' “A União” de 1932, alguns registros, notas e responsais relativo a cidadãos esperancenses, que a seguir reproduzimos pelo seu valor histórico:


“REGISTRO (....) Em Esperança acabam de contratar casamento o Sr. Otton Barreto Serrão, comerciante da Praça de Campina Grande, e a senhorita Eullália Costa, filha do Sr. Theotônio Costa, prefeito municipal daquela vila” (A União, 16/02/32, p. 08).


“RESPONSAIS: Comunicaram-nos o seu contrato de casamento a prenda senhorita Hilda Rocha, filha do Sr. Theotônio Cerqueira Rocha, proprietário em Esperança, deste Estado, e de sua esosa d. Lydia Fernandes Rocha, e o sr. Odon de Castro, residente em Pilões de Maia, também deste Estado.
Os jovens prometidos tem recebido, pelo grato motivo, muitas felicitações” (A União, 19/03/1932, p. 06).


“NOTAS DO PALÁCIO. O Interventor Federal fez-se representar na procissão do Senhor dos Passos, realizada ontem nesta Capital, pelo se…

Capela São José: Antes e depois

Fonte:
- andradenoticias.blogspot.com, em 09/06/2010;

Silvino Olavo

Gostaria de dedicar este trabalho que ora finalizo à genialidade de Silvino Olavo, que mesmo em tempos esquizofrênicos soube muito bem interpretar o seu cotidiano. A sua obra transcendeu e chegou até nós revivida no imaginário popular de um poeta assombrado pelos seus medos, e que encontrou na literatura simbolista a válvula de escape para tantas e tantas tragédias vividas. Não fosse as suas letras eu não teria me interessado pela leitura e o estudo da nossa história. Encontrá-lo nas páginas da "União" foi para mim uma satisfação sem igual e que dividi aqui com os nossos leitores. É certo que ainda há muitos textos inéditos que contam a tragetória silvinolaviana; de minha parte guardo-os para um momento mais oportuno. Encerro as minhas pesquisas como aquele "Cisne dourado" que vai desaparecendo no horizonte. E quedo-me ao esquecimento ao passo que a minha "Lâmpada triste" se apaga. Mas como poderia ser luz uma sombra que antes nunca dera encantamento algu…

Estádio "José Ramalho da Costa"

O Estádio do América ocupa uma área nobre da cidade, próximo ao centro comercial. No passado era apenas um campo cercado de aveloz onde havia também uma lagoa. Coube a José Ramalho a iniciativa de sua construção em 1954. Seu desenho é de um grande retângulo com as bordas arredondadas. Tem uma entrada principal com duas bilheterias. Área de imprensa no piso superior; vestiários e uma quadra poliesportiva. O campo principal é gramado e obedece aos padrões oficiais. Conta ainda com uma arquibancada em alvenaria, e duas saídas laterais. A capacidade do estádio é de 4 mil pessoas. Palco de grandes confrontos do futebol paraibano, foi inaugurado em 1956. A partida preliminar seu deu entre o América juvenil contra o Tabajara de Alagoa Grande-PB. Enquanto que a principal disputada pela seleção do América frente contra o Treze F. C. Neste coliseu o nosso querido “Mequinha” recebeu fortes equipes quando disputou os Campeonatos Paraibanos de 1975, 2ª Divisão do Campeonato Paraibano (1994/95) e série…

Antiga Praça "José Pessoa"

Fonte:
- Acervo: Evaldo Brasil.