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José Ramalho: o apito final

Este ano completa 45 anos do falecimento do maior desportista e visionário que Esperança já teve: José Ramalho da Costa, ocorrido em 15 de novembro de 1965. “Um homem a frente de seu tempo”; um abnegado e sem sombra de dúvidas o grande incentivador do esporte local.
Não é demais lembrar a sua importância para o América F. C. de Esperança, cujo patrimônio sólido foi integralizado pelo seu empenho pessoal.
Responsável pela profissionalização da equipe na década de 50 e construção do seu estádio, praticava um futebol que era respeitado em todo o brejo paraibano mesmo diante de equipes do porte do Treze e Campinense.
Seu espírito desbravador o fez iniciar no comércio ainda jovem, contando apenas 25 anos de idade. E em pouco tempo se destacou entre os principais empresários do ramo de estivas.
Mas a sua participação não se resume ao futebol e ao comércio. No campo social, administrou o Esperança Clube (1950), onde promoveu grandes festas e bailes de carnaval e trouxe para esta cidade a renomada orquestra Tabajara. E na política foi Vice-prefeito na administração de Arlindo Carolino Delgado (1959 -1963).
A notícia de sua morte deixou consternada não só a população esperancense mas toda a imprensa campinense, com quem José Ramalho mantinha fortes laços de amizade em razão do futebol. As rádios locais divulgaram a tragédia ocorrida na praia de Piedade no Recife, dando por “causa mortis”: afogamento.
E no auge de seus 47 anos, despedia-se José Ramalho num dos enterros fúnebres mais concorridos de Esperança. Era o apito final, o descerrar da súmula de sua vida que o tinha por vencedor. Talvez o América não lhe tenha dado a alegria de abater o Taubaté-SP em 1959, mas nem por isso ele perdeu a sua classe. E o seu grande feito, diga-se de passagem, foi fazer do “Mequinha” uma sensação, uma equipe pequena no meio dos gigantes do futebol de sua época.
Parabéns José Ramalho, a história esperancense lhe vem prestar esta singela homenagem.

Rau Ferreira

Fonte:
- “50 Anos de Futebol e Etc.”, de Francisco Cláudio de Lima, Ed. Rivaisa, 1994, p. 72/74 e 100;
- “Livro do Município de Esperança”, Ed. Unigraf, 1985, p. 89/92;
- “América Futebol Clube – Patrimônio histórico de Esperança”, de Inácio Gonçalves de Souza, 2001, p. 24/25 e 62;
- "Revista da Esperança", Ano I, nº 02 , Esperança/PB, 1997.

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