Pular para o conteúdo principal

Manuel Rodrigues de Oliveira

O Sr. Manoel Rodrigues de Oliveira foi comerciante, criador de gado e proprietário da “Loja Ideal” a qual teve sua atividade comercial de 1911 a 1950. Nasceu no ano de 1882, e faleceu em 14 de fevereiro de 1950, nesta cidade.
Viúvo da Sra. Ester Fernandes Oliveira e pai de quatro filhos, foi o nosso primeiro prefeito (1925-1929) e responsável não só pela instalação do município como nomeação dos primeiros servidores e autoridades municipais. O ato de sua posse foi tomado pelo Dr. João Marinho da Silva, Juiz Municipal.
Na oportunidade, telegrafou ao Governador do Estado: “(...) após compromisso assumi exercicio cargo prefeito”. E ao ilustre Deputado Antônio Guedes, comunicou: “Esperança livre vem trazer uma palavra de agradecimento pela apresentação do projeto sua independência (...)” (Jornal “A União”, 1925).
Como prefeito uma de suas primeiras determinações foi adaptar o orçamento da cidade de Alagoa Nova à realidade do recém criado município de Esperança (Decreto nº 1) e realizar eleições para o Conselho Municipal, realidada no dia 22 de agosto de 1926. Além de fundar a “Filarmônica 1º de Dezembro”, que era comandada pelo maestro norte-riograndense Pedro Lúcio.
Formou o valoroso bloco carnavalesco “Coronel nas ondas” juntamente com figuras ilustres como Silvino Olavo e Teotônio Costa, nos idos de 1932, tendo participado ativamente da nossa história em muitos outros aspectos.
A avenida principal da cidade foi denominada “Manuel Rodrigues” em sua homenagem.

Rau Ferreira

Fonte:
- Livro do Município de Esperança, Ed. UNIGRAF, 1985 - p. 38, 54/58 e 85;
- Revista da Esperança, Ano I, Nº 02, mar/ maio de 1997 – p. 23/24;
- Revista 60 Anos de Esperança, Editor Assis Diniz, G.G.S. Gráfica, João Pessoa/PB, 01 de dezembro de 1985 – p. 11;
- Revista Aspecto, PASP nº 2 - Edição Especial – 50º de Esperança, Grafset Ltda, 29/11/1975 – p. 10;
- Livros de Posses e Compromissos, Fórum Samuel Duarte – Esperança/PB, 1925 a 2005;
- Jornal “A União”, Edições de dezembro de 1925;
- Livro 3, Administrações Luiz Martins de Oliveira – Esperança/PB: 1988;
- Revista Esperança 82 anos, Ed. Jacinto Barbosa: novembro de 2007;
- Esperança e sua gente - Esperança-PB, de Inácio Gonçalves de Souza, 1994 – p. 10/11;
- Revista do Fisco nº 364, Ano XXXVIII: setembro de 2008, p. 12.
- Jornal “Novo Tempo” nº 23 - Ano IV, “Esperança e seus primórdios”: Nov/Dez 95;
- Prefeitura Municipal de Esperança, Decreto nº 1, de 02 de janeiro de 1926;
- Comarca de Esperança, Inventários nº 121/38 por falecimento de D. Ester Fernandes Oliveira, autuado em 15/03/1938;
- Comarca de Esperança, Inventários nº 121/38 por falecimento do Sr. Manoel Rodrigues de Oliveira, autuado em 16/03/1950.

Comentários

  1. Jailton R. Medeiros13 de mar de 2010 11:12:00

    Parabéns Rau pelo seu brilhante trabalho de pesquisador, mesmo não sendo um historiador por formação, mas é por vocação.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…