Pular para o conteúdo principal

Theotônio Tertuliano da Costa

O cidadão Theotônio Tertuliano da Costa foi comerciante e proprietário na cidade de Esperança, onde exerceu diversos cargos públicos. Nasceu em 09 de setembro de 1875 e faleceu no dia 30 de outubro de 1959.
Casado com a Sra. Severina Maria da Costa, construiu sua residência na rua principal: um grande casarão com diversos cômodos no melhor estilo da época; e que faz parte do nosso patrimônio histórico. Atual prédio da Secretaria de Educação Municipal (Rua Manuel Rodrigues).
A sua “Loja das Noivas” era uma das mais frequentadas, tendo este comércio existido de 1897 a 1950.
Na política, foi Vice-prefeito de Esperança de 1925 a 1929, assumindo a prefeitura na gestão seguinte (1929-1937). Havendo notícias inclusive de que teria governado também Alagoa Nova.
Em 1925 esteve presente na instalação do município e do termo judiciário de Esperança, juntamente com o prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira e autoridades.
Na ocasião, telegrafou ao governante do Estado nos seguintes termos:
Tenho grata satisfação comunicar que após instalação termo de Esperança prestei compromisso perante juiz municipal cargo sub-prefeito. Aproveito ensejo apresentar vossência minhas cordiais saudações. Theotônio Costa” (A União, 1925).
Um dos marcos de sua administração foi a construção do edifício sede do Executivo Municipal em 1934, onde funcionou o Paraiban e hoje é o INSS.

Rau Ferreira

Fonte:
- Livro do Município de Esperança, Ed. Unigraf: 1985, p. 38;
- No roteiro dos Azevêdo e outras famílias do Nordeste , Sebastião de Azevêdo Bastos, Ed. Gráfica Comercial: 1954 , p. 93;
- Revista do Fisco nº 364, Ano XXXVIII: Setembro de 2002, p. 12;
- Jornal “A União”, órgão Oficial do Governo do Estado: 1925;
- Foto: Arquivo da Biblioteca Municipal “Dr. Silvino Olavo”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…