Pular para o conteúdo principal

Um olhar sobre o Portal


O Portal é um dos bairros mais desenvolvidos de Esperança, apesar de sua relativa distância do centro da cidade.
Localizado na saída para Areial à margem da chamada “estrada da batatinha”, e criado a partir do Plano Diretor da cidade aprovado em 2006, engloba os loteamentos “Portal” e “Village”.
Possui atualmente 886 moradores e 326 edificações, funcionando ali borracharia, mercadinho, fábricas de estofados e de móveis tubulares, serrarias, serralharias e depósitos de materiais de construção, e uma unidade básica de saúde, sendo que 12 casas não tem qualquer revestimento interno ou externo.
Um fato pitoresco é que algumas de suas artéreas foram batizadas provisoriamente com nomes de flores (rua dos Ipês, rua das margaridas etc).
A sua população é constituída basicamente de crianças e jovens entre 5 e 20 anos de idade (50%), registrando um grande índice de analfabetismo (16,59%).
As necessidades mais prementes dizem respeito a infraestrutura, como canalização de água em algumas ruas e esgotamento sanitário, além de uma escola pública que trabalhe a educação de jovens e adultos.
Mas a comunidade é bem servida pela rede elétrica, inclusive funciona no local a Sub-estação de Esperança, o que propicia o estabelecimento de novas indústrias.
Muitos terrenos encontram-se desocupados e outros em construção, mostrando a tendência de sua expansão, que tem aumentado muito nos últimos anos.
Registre-se ainda a existência de uma associação de moradores, presidida pelo popular “Carlão”, que muito tem feito em prol desta comunidade.

Rau Ferreira

Fonte:
- “Vigilância e Associação de bairro realizam pesquisa no Portal”, texto de Roberto Cardoso. Disponível em esperanca.pb.gov.br, acesso em 26/01/2010;
- Lei Complementar nº 02, de 05 de outubro de 2006 (Plano Diretor);
- Mapa 10 – Macrozoneamento Urbano de Esperança/PB;
- Arquivo pessoal.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…