O Almoço dos Idosos, de Dogival Costa

By | 9.12.09 2 comments

Dogival Costa foi um comerciante e político esperancense, que residiu na Rua Juviniano Sobreira, em frente a Escola Irineu Joffily.
Era uma pessoa que participava da vida social da cidade, juntamente com sua esposa Nevinha. O casamento matuto de antigamente, saia da sua residência [1].
E como cidadão se preocupava muito com as questões sociais, especialmente com os mais carentes.
Por tradição, sempre aos finais de ano, realizava o “Almoço dos Idosos”, em que oferecia uma ceia de natal para os velhinhos da cidade.
Nesta época, a casa era frequentada não só por velhinhos, mas por pessoas de todas as idades e todos eram bem acolhidos, tudo naquele espírito natalino.
Todos se alimentavam, mas não antes de fazer uma oração. E depois assistiam TV na sala. Ao final da festa, além do banquete que era oferecido, as pessoas ainda recebiam algumas lembrancinhas.
Muitas comidas eram preparadas no dia anterior, a exemplo dos frangos que recebiam os primeiros temperos.
As despesas saiam do próprio bolso de Dogival, que solicitou de sua esposa a continuação daquela comemoração mesmo após a sua morte.
Por alguns anos Dona Nevinha atendeu o pedido do marido, mas com o passar do tempo e as dificuldades financeiras ficou difícil manter a promessa.
Muito ainda lembram desses dias e são agradecidos a generosidade de Dogival Costa e família. Eu mesmo tive a oportunidade de participar dessa mesa farta que era oferecida na sua casa, servindo e ajudando os meus avós.
No detalhe da foto, vemos Dogival Costa (sentado), sua esposa Nevinha e a irmã Naza (em pé), Cícera (ao lado), e com as mãos no ombro do pai Elza, e do lado esquerdo sua neta Rita – Amoço dos Idosos, 1965.
Somente agora, 30 anos após a sua morte, trazemos à lembrança este ato de bondade. Talvez ele não aprovasse a sua divulgação, mas o faço em reconhecimento a sua memória.

Rau Ferreira

[1] Livro do Município, p. 67.

Fonte:
- Livro do Município de Esperança, Ed. Unigraf, 1985, p. 67;
- Arquivo pessoal e familiar;
- Comentários: Rita Bartochi.
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