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Uma voz interior, poema de Magna Celi de Souza.

Eu vim das camadas etéreas...
Vim lampejo, virei centelha;
e, sorvendo o mel da abelha,
purifiquei minhas regiões éreas.

voei as nuvens e outras esferas,
procurando a mansidão da ovelha.
E me vi minúscula qual singela telha,
porém risonha por sentir esperas.

E o encanto do solar das aves
a ecoar suas mais doces claves
se transformou no sol do encantamento.

E vim descendo em indeléveis naves,
envolvida em aconchegos suaves,
fortalecida pelo amor do vento.

Magna Celi de Souza

Fonte:
- Extraído do livro: Poemas Misticos, Ed. Ideia. João Pessoa, 2004

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