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Ária do destino, poema de Silvino Olavo.

Se a morte é o prólogo da vida... e a vida
É essa corrida infrene para a morte,
Deixemos ir... rolar, a luz da Sorte,
A nossa nau, florida ou não florida.

Deixemos, sim! Vogar a nau, tangida
Por vento Sul ou pelo vento Norte;
E, indiferentes, pouco nos importe
Nos leve para a Morte ou para a Vida.

Sejamos como os cisnes sobre as águas:
Tangendo o carrilhão das nossas mágoas,
Modulemos, sonhando, um claro hino...

O nosso canto, para o céu se evole;
E a nossa vida, como o cisne role
Sobre as águas correntes do destino.

Silvino Olavo da Costa

In: "Cisnes – Sombra iluminada", 2ª Edição, Ed. Campina Grande, 1985, p. 19; pesquisa realizada por: Marinaldo Francisco e Roberto Cardoso.

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